Porta RTMP bloqueada na rede do evento
Resposta rápida: a porta RTMP é a 1935/TCP em rtmp:// e a 443/TCP em rtmps://, e o firewall do evento costuma bloqueá-la.
Se o OBS falha ao conectar só na rede do evento, peça ao TI a liberação de saída nessa porta.
- Teste a mesma máquina no hotspot 4G ou 5G do celular.
- Rode o teste da porta RTMP nas duas redes e guarde o resultado.
- Peça ao TI a liberação de saída na porta RTMP da URL.
- Sem a 1935, use o endereço RTMPS (443) da plataforma.
- Teste no local, dias antes, com o 4G de reserva.
Neste tutorial (10 seções)
- Por que o OBS falha ao conectar só na rede do evento
- Qual é a porta RTMP: a resposta está na URL
- Como testar a porta RTMP em 2 minutos, sem abrir o OBS
- O que pedir ao TI para liberar a porta RTMP: modelo de mensagem
- Se não liberarem a porta RTMP 1935: RTMPS na 443
- Plano B: o 4G/5G que salva o evento, e a conta de dados
- Vistoria técnica: o checklist do local
- O que este diagnóstico não resolve
- Perguntas frequentes
- Próximos passos
Esse é um dos chamados mais previsíveis de quem transmite evento.
Tudo foi testado, a live subiu no escritório e, no auditório, o encoder fica tentando reconectar.
Quase nunca é defeito do OBS nem da plataforma. É a rede entre os dois, e em geral a porta RTMP.
Dá para provar isso em dois minutos, sem abrir o OBS, e chegar ao administrador da rede com o pedido certo.
O roteiro parte de um trecho do episódio, com Mário Sérgio e Josimar Machado.
Portas, comandos e o que cada plataforma documenta foram conferidos nas fontes oficiais em 17/10/2026, com link em cada afirmação.
Por que o OBS falha ao conectar só na rede do evento
O problema tem assinatura: mesma máquina, mesma chave, mesmo OBS.
A live sobe de casa ou pelo celular e não sobe na rede do local.
No OBS, aparece como falha ao conectar com o servidor (em algumas versões, "não foi possível conectar ao servidor").
Falha ao conectar
Não foi possível conectar ao servidor
A Ajuda do YouTube cita a mensagem "Falha ao conectar ao servidor: conexão expirada".
Também pode aparecer como tempo de conexão esgotado, ou como o encoder desconectando e reconectando em laço.
Antes de mexer em qualquer configuração, faça o teste que separa as hipóteses em um minuto.
Tire o notebook da rede do local e conecte pelo hotspot 4G ou 5G do celular. Não altere mais nada.
- Subiu pelo celular: o OBS, a chave e a plataforma estão certos. O bloqueio é da rede do local.
- Não subiu nem pelo celular: a rede do local é inocente. Confira a chave, o endereço do servidor e a Família de IP do OBS.
Essa é a pergunta que o episódio faz, e que a maior parte das equipes só se faz no dia:
"Você vai testar o evento da sua casa ou vai testar o evento usando a estrutura do evento?" (27:28).
Qual é a porta RTMP: a resposta está na URL
Não existe "a porta do OBS". O OBS abre uma conexão de saída para o servidor que você configurou.
A porta RTMP é a que o endereço desse servidor determina.
Abra Configurações → Transmissão e leia o campo Servidor:
| O que está no campo "Servidor" | Porta de saída | Transporte |
|---|---|---|
| rtmp:// | 1935 | TCP |
| rtmps:// | 443 | TCP |
| rtmp:// | a porta escrita na URL | TCP |
| srt:// | a porta escrita na URL, que varia por plataforma | UDP |
A porta RTMP 1935 não é convenção de fabricante: está registrada na IANA como macromedia-fcs.
O registro oficial de portas descreve o serviço como Macromedia Flash Communications Server MX (conferido em 17/10/2026).
A 443 é a porta do HTTPS, e o RTMPS é o RTMP dentro de uma conexão TLS que sai por ela.
Para SRT não há porta universal.
A documentação da AWS IVS, por exemplo, usa a 9000 (conferido em 17/10/2026). Outra plataforma publica outra.
Vale o número que está na URL que a sua plataforma entrega.
Desconfie de qualquer lista que atribua porta fixa ao SRT, inclusive as geradas por IA.
O SRT viaja sobre UDP: a regra de liberação é outra, e o teste de TCP da próxima seção não serve para ele.
Um detalhe que confunde: se o serviço foi escolhido pela lista do OBS (YouTube, por exemplo) em vez de Personalizado, o servidor não aparece.
Nesse caso, a porta é a que a ajuda da própria plataforma documenta.
Como testar a porta RTMP em 2 minutos, sem abrir o OBS
O sistema operacional já traz uma ferramenta que tenta abrir uma conexão TCP numa porta remota e diz se conseguiu.
Troque endereco-do-servidor pelo domínio do seu servidor: só o nome, sem rtmp:// e sem o caminho depois da barra.
Windows (PowerShell), com o Test-NetConnection:
Test-NetConnection -ComputerName endereco-do-servidor -Port 1935
Test-NetConnection -ComputerName endereco-do-servidor -Port 443
Olhe a última linha da resposta: TcpTestSucceeded : True significa porta aberta para saída; False, que a conexão não passou.
macOS e Linux (Terminal):
nc -vz endereco-do-servidor 1935
nc -vz endereco-do-servidor 443
O teste abaixo foi feito em 13/10/2026 e repetido em 17/10/2026, com o mesmo resultado. Os IPs mudam de um teste para outro.
Para referência, este é o resultado numa rede sem bloqueio, contra os endereços de ingest do YouTube:
$ nc -vz a.rtmp.youtube.com 1935
Connection to a.rtmp.youtube.com (172.217.29.108) 1935 port [tcp/*] succeeded!
$ nc -vz a.rtmps.youtube.com 443
Connection to a.rtmps.youtube.com (172.217.162.236) 443 port [tcp/https] succeeded!
Numa rede que bloqueia, o comando fica parado até estourar o tempo ou devolve conexão recusada.
O que transforma esse teste em argumento é fazê-lo em par:
- Rode os comandos na rede do local e guarde o resultado (print ou texto copiado).
- Passe o notebook para o hotspot do celular e rode exatamente os mesmos comandos.
- Compare. Falha no local e sucesso no 4G, com a mesma máquina e o mesmo destino, prova o bloqueio na rede. Anexe ao pedido.
Duas leituras honestas do resultado.
Porta fechada garante a falha: se o TCP não conecta, a live não sobe por ali.
Porta aberta não garante a transmissão.
Há redes com proxy obrigatório ou inspeção de tráfego que deixam a conexão abrir e derrubam o protocolo em seguida.
Por isso o teste de porta não substitui uma transmissão de teste de alguns minutos, feita no local.
O que pedir ao TI para liberar a porta RTMP: modelo de mensagem
"Liberar o OBS" não é um pedido que um administrador de rede consiga atender.
Firewall não libera programa: libera origem, destino, porta e sentido.
Rede de órgão público, banco, hospital ou empresa com política de segurança bloqueia por padrão.
Ela abre por regra específica, com prazo. Quanto mais estreito o pedido, mais fácil aprovar.
Os quatro campos fazem o trabalho:
- Origem evita abrir a porta para a rede inteira.
- Destino por domínio limita a regra ao servidor da plataforma.
- Porta, transporte e sentido deixam claro que é saída, sem nada entrando.
- Período transforma a exceção em algo temporário, o que uma política de segurança costuma exigir.
Assunto: Liberação de saída para transmissão ao vivo - [nome do evento], [data]
Olá, [nome].
Vamos transmitir ao vivo o [evento] a partir do [local/sala] e precisamos de uma regra de SAÍDA no firewall, apenas para o período abaixo:
Origem: [IP ou nome da máquina de transmissão], ponto de rede [sala/ponto]
Destino: [domínio do servidor de ingest, ex.: ingest.plataforma.com]
Porta: TCP 1935 (RTMP) e/ou TCP 443 (RTMPS), somente saída
Período: teste em [data, horário]; evento em [data, das hh:mm às hh:mm]
Anexo o teste de conexão feito hoje nesse ponto de rede: a porta falha aqui e conecta pelo 4G, com a mesma máquina e o mesmo destino.
Depois do evento a regra pode ser removida. Fico à disposição para repetir o teste com você.
A antecedência conta tanto quanto o texto.
Como diz o episódio, em "qualquer setor de governo, prefeitura, existe uma rede ali e alguém cuida dessa rede" (28:38).
No dia do evento, essa pessoa pode estar de férias, ou quem abriu o espaço pode nem saber quem ela é.
Descubra o nome e o contato na vistoria, não na véspera.
Se não liberarem a porta RTMP 1935: RTMPS na 443
Há redes em que a 1935 não será aberta, e nem sempre por má vontade: nenhum outro serviço da empresa usa essa porta.
A saída é transmitir pela 443, a mesma do HTTPS, que a maioria das redes com acesso à web já deixa sair.
Na JMV Stream, a entrada de live aceita RTMP, RTMPS na porta 443 e SRT: se a rede do local bloqueia a 1935, a mesma transmissão pode sair pela 443.
Isso depende de a plataforma de destino oferecer um endereço rtmps://:
- O YouTube oferece. Por padrão, o painel mostra o RTMP comum; use o URL de RTMPS.
- A Ajuda manda clicar no ícone de bloqueio, no campo "URL da transmissão", para ver o URL.
- Em caso de erro de SSL, a Ajuda do YouTube manda incluir a porta 443 na URL.
- Exemplo da Ajuda: rtmps://servidor:443/caminho (conferido em 17/10/2026).
- A AWS IVS trata o RTMPS na saída 443/TCP como caminho padrão e o RTMP sem criptografia como opção a habilitar (conferido em 17/10/2026).
- Em qualquer outra plataforma, confirme com o suporte qual endereço RTMPS ela oferece.
- Use exatamente o que estiver no painel, em vez de trocar rtmp por rtmps na mão.
Há um ganho colateral: no RTMP comum, a chave de transmissão viaja em texto claro pela rede do local.
O RTMPS também protege a chave de transmissão, o que pesa quando a live sai por uma rede que não é sua.
E a ressalva da seção anterior continua valendo: em rede com inspeção de tráfego, a 443 aberta não é promessa.
Só a transmissão de teste no local confirma que a porta RTMP funciona.
Plano B: o 4G/5G que salva o evento, e a conta de dados
O mesmo celular que serviu de prova no diagnóstico é o plano B da transmissão.
Para funcionar no dia, a conta de dados precisa ser feita antes. É aritmética:
- Bitrate × tempo ÷ 8 = volume de dados.
- A 6 Mbps: 6 × 3.600 s = 21.600 Mb ÷ 8 = 2.700 MB, ou 2,7 GB por hora.
- A 4 Mbps: 4 × 3.600 s ÷ 8 = 1,8 GB por hora.
- Evento de 3 horas a 6 Mbps: 3 × 2,7 = 8,1 GB.
Esses números consideram só o vídeo. Some o bitrate do áudio, os testes antes do evento e uma folga.
Confira a franquia do chip com essa conta em mãos, e não pelo nome do plano.
O segundo cuidado é o sinal. Auditório, subsolo e sala sem janela mudam tudo.
Teste o celular no ponto exato onde fica a mesa de transmissão, não no saguão.
O 4G é uma das camadas de reserva, não a única.
No episódio, a transmissão é uma pilha de camadas: energia, internet, computador, mesa de corte, câmera e áudio.
Cada uma tem o seu backup (04:22).
O critério, dito no episódio: a gente tem que ter redundância em tudo aquilo em que é possível ter (09:23).
Vistoria técnica: o checklist do local
Tudo o que este artigo descreve se descobre numa visita, dias antes.
Testar em casa confirma o equipamento e não exercita nada do que falha no dia.
- Leve o mesmo computador e o mesmo encoder que serão usados no evento.
- Use a internet do local, por cabo, e confirme que o ponto de rede existe e está ativo.
- "Aqui tem cabo", dito por quem cuida do prédio, não é confirmação.
- Rode o teste da porta RTMP e faça uma transmissão de teste de 10 minutos.
- Descubra quem administra a rede e pegue o contato direto dessa pessoa.
- Pergunte se existe rede de visitantes ou intranet com regras diferentes da rede principal.
- Meça o upload no horário do evento, não às oito da manhã com o prédio vazio.
- Teste o 4G/5G no mesmo ponto.
Um caso contado no episódio, em relato de 2024, mostra por que a vistoria não é excesso de zelo.
Numa transmissão em uma sede corporativa no centro de uma capital, a operadora contratada com meses de antecedência não entregou o link.
Na véspera, não havia conexão.
A saída foi comprar um cabo e puxá-lo da central de rede do prédio até o ponto da transmissão.
Só deu tempo porque a equipe estava no local antes do evento.
A conclusão do episódio serve de regra:
"Se você faz o teste na sua casa, que não tem restrição nenhuma, você conhece a sua estrutura." (35:46)
"Acreditando que no evento vai ter a mesma facilidade e a mesma estrutura, você cometeu o primeiro passo para o insucesso do seu evento."
Por isso a vistoria entra no orçamento do evento, como item de custo, e não como favor.
O que este diagnóstico não resolve
Bloqueio de porta é uma causa frequente de "funciona em casa e não funciona no local".
Mas não é a única falha de rede em evento. Vale separar:
- Conectou, mas perde quadros? O diagnóstico é outro: banda e estabilidade, nas estatísticas do próprio OBS.
- O guia oficial do OBS, logo abaixo, cobre esse caso.
Quer a lista oficial de checagens do OBS? Use o guia Stream Connection Troubleshooting, do projeto OBS.
Ele cobre quedas de quadros e desconexões: servidor, bitrate, Família de IP, firewall, VPN, driver de rede e provedor.
Não trata de porta nem de rede corporativa (lido em 17/10/2026): é a lacuna que este artigo preenche.
Episódio transmitido ao vivo em 23/10/2024.
O que se diz nele sobre outras empresas, taxas e recursos reflete aquela data e não foi atualizado; valem as informações do artigo acima, conferidas em 17/10/2026.
Capítulos do vídeo:
Transcrição completa do vídeo (59 min)
00:16 — Abertura
Bom dia a todos! Vamos para mais um dia de Podcast Café & Tech. Sejam todos muito bem-vindos. Eu sou o Mário Sérgio, consultor de soluções da JMV Technology, e estou aqui hoje com o Josimar Machado. Muito bom dia. Bom dia, tudo bem com você, Mário? Bom dia para vocês.
[trecho omitido: menção a cliente/terceiro]
01:15 — O tema: uma solução tudo em um para o evento
Hoje vamos falar de uma coisa importante: um jogo é um evento. Tem transmissão e uma série de coisas importantes por trás para aquilo tudo acontecer. Guardadas as devidas proporções, é onde a gente vai entrar no podcast de hoje.
Trouxemos para este episódio a solução all-in-one para o seu evento. O que seria isso? Uma solução tudo em um. Em evento, normalmente você tem que terceirizar vários serviços e contratar vários prestadores, principalmente no meio digital.
Muitas vezes a solução que você contrata não atende por completo.
Você precisa de uma solução para vender o ingresso online e dar acesso ao evento. Precisa de outra para hospedar o conteúdo, gravado ou ao vivo. E ainda precisa de uma área restrita e de todo o ecossistema em volta.
Sem uma solução centralizada, a qualidade do evento pode cair, porque uma solução pode não complementar a outra.
Por isso vamos trazer algumas dicas para você fazer um bom evento. E, principalmente, mostrar o quanto é benéfico usar uma solução que garanta a excelência dele, centralizada em um único lugar. É o conforto e a comodidade de trabalhar tudo que envolve o seu evento digital num só lugar.
02:45 — Experiência com infraestrutura e engenharia de software
Nós temos alguma experiência com isso: alguns anos trabalhando com transmissão e também com engenharia e desenvolvimento de software. O que uma coisa tem a ver com a outra?
Há uns dois anos começamos um processo de reestruturação e tivemos que refazer a infraestrutura inteira, para adequar a nossa nuvem privada. Quem nos acompanha há mais tempo sabe disso. Foi um processo muito doloroso e, ao mesmo tempo, muito prazeroso.
A estrutura que temos hoje é impressionante, principalmente para evento: suporta grandes picos. [trecho omitido: menção a cliente/terceiro]
03:37 — Camadas: quanto mais camadas, mais difícil de manter
Sobre o evento em si e o paralelo com a engenharia de software: quanto mais camadas se coloca numa coisa complexa, mais difícil ela fica de digerir. Quando a gente desenvolve um software, quanto mais coisinhas coloca no meio do caminho, mais cliques o usuário precisa dar.
Eu falo isso até no desenvolvimento: vou usar uma biblioteca para isso, um aplicativo para aquilo, outro para aquilo outro. São as camadas. Vão se criando dependências, às vezes desnecessárias, e o projeto passa a exigir mais gente para cuidar de cada camada e garantir que ela funcione.
04:22 — As camadas de uma transmissão ao vivo e o backup de cada uma
A mesma coisa vale quando a gente vai transmitir um evento. Aqui, o estúdio é nosso e a internet não é nossa, mas tem redundância: temos duas internets. A energia não tem redundância própria; se cair, a camada de reserva é o gerador, mas até o gerador ligar já vai um tempo.
Então eu tenho uma camada de energia e um backup. Tenho uma camada de internet que não está na minha mão, mas tenho um backup.
Temos um estúdio nosso, uma ilha de transmissão nossa e uma ilha de transmissão reserva. Temos a mesa de corte e, se ela der problema, podemos usar uma câmera sozinha. O áudio é a mesma coisa: temos este microfone e, se ele falhar, usamos o microfone das câmeras.
Temos também um softbox, que dá para mover se outro falhar. Cada item é uma camada.
05:29 — Plataforma, player e redes sociais
O streaming é nosso. Aqui a gente conecta no OBS, que é uma instalação nossa. O OBS transmite para a nossa plataforma, e dela a transmissão fica disponível no player, no site e nas redes sociais.
Hoje estamos em cinco redes sociais simultaneamente, com o Instagram, o Facebook e o YouTube da JMV Technology. A massa da nossa audiência está no YouTube, com quase 20 mil seguidores orgânicos, de um nicho.
Também estamos no NoChalks, no Instagram e no YouTube. É uma plataforma nossa também. A gravação do podcast é feita no nosso sistema, para depois fazermos os cortes com automações e inteligência artificial e postá-los nas redes.
Todos os dias há cortes deste podcast no Instagram do NoChalks e da JMV Technology.
06:41 — Evento público x evento com área restrita
Olha a quantidade de camadas que a gente tem. É complexo. Um detalhe importante: estamos falando de um evento público, que não tem a preocupação de área restrita nem de venda de acesso. É isso que complica a vida. Vamos subir o nível.
Antes de entrar nisso: nós fazemos o podcast sem patrocínio de ninguém, para demonstrar as nossas ferramentas. É para você ver a capacidade que temos de dar suporte a uma transmissão ao vivo. Aqui o estúdio é pequeno, feito para gravar vídeo, e a gente usa chroma key.
Muitas vezes fica tão bonito que você nem percebe.
Estamos mostrando que é possível fazer isso, inclusive na vertical: [afirmação promocional omitida]. Começamos assim para mostrar as nossas ferramentas e, além de bater papo, ajudar com outras questões.
08:07 — Por que usamos as nossas próprias soluções
Para nós é bom, porque, ao usar as nossas soluções, ganhamos o olhar de quem realmente as utiliza. Isso nos permite melhorar cada vez mais e enxergar possibilidades que agreguem ao seu projeto.
O nosso time de especialistas está do outro lado para conversar com você e entender o seu projeto, e assim indicar a melhor solução.
O objetivo do podcast não é retorno financeiro. A gente quer ajudar. Obviamente, se a gente te ajuda, você vai usar uma das nossas soluções, e um pedacinho desse sucesso acaba ficando com a gente.
Quando o podcast foi lançado, o primeiro objetivo era levar informação responsável e relevante, para você usar nos seus projetos de forma ainda mais objetiva.
09:12 — Redundância em tudo o que depende de você
Para um evento público, a estrutura que citamos já estaria pronta e poderia ser feita sem problema. A redundância é um elemento muito importante. Eu costumo dizer que a gente tem que ter redundância em tudo aquilo em que é possível ter. A energia já não depende de você.
Mas computador, câmera, mesa de corte e internet dependem, e dá para ter redundância neles.
Principalmente quando o evento é do âmbito financeiro, quando alguém te paga para prestar o serviço, você não pode minimizar nenhum custo que garanta a qualidade e a segurança do evento. Quando envolve valores, a responsabilidade é ainda maior.
Aqui estamos levando informação pública, sem receber para fazer o podcast; por isso é um âmbito que não depende de tanta redundância. Mesmo assim, nos preocupamos.
10:19 — Aula ao vivo também é evento
Aula ao vivo é um evento. A gente está ao vivo também nas redes do NoChalks. É importante dizer: uma aula ao vivo não deixa de ser um evento, e precisa da mesma estrutura de energia, internet e de uma plataforma estável, que grave, converta rápido e libere para os alunos.
Vamos entrar nesse aspecto durante o episódio, porque é muito importante no EAD.
Para complementar o que o Josimar falou das camadas, temos ainda a camada da plataforma restrita. Ela pode ser só para um evento sazonal ou para uso recorrente, como o EAD. É uma camada muito importante, porque é lá que o seu usuário vai de fato acessar o conteúdo.
10:55 — A plataforma restrita: ao vivo, gravação e Live Conversion
Dentro dessa camada estão o serviço de streaming de vídeo ao vivo, a gravação do ao vivo e a disponibilização dessa gravação por Live Conversion. Enquanto o conteúdo está sendo transmitido, o nosso sistema já grava e coloca o arquivo na fila de conversão.
Quem perdeu o evento, ou não tem tempo e quer assistir no dia seguinte, já encontra a gravação.
Assim, o evento que acabou de ser transmitido entra em processo de Live Conversion, e quem não pôde participar ao vivo já começa a assistir.
Tudo com o respaldo de segurança do conteúdo, para que não seja vazado, e com a possibilidade de vender esse acesso por integrações de gateways que oferecem Apple Pay e Google Pay.
11:50 — Vender o acesso sem dificultar a compra
Para evento, o imediatismo muitas vezes toma conta: às vezes você decide fazer o evento de um dia para o outro. Quando você vende o acesso, precisa facilitar para quem vai comprar. Se colocar um dificultador, você não vende nada e o evento não é monetizado.
Independentemente da programação, pode surgir um evento de última hora, ou um evento mais planejado, como o lançamento de um curso online, que leva uns 40 a 45 dias de planejamento para funcionar. Um fator fundamental é a venda: antes do evento, é preciso vender.
O evento ao vivo, com redundância de internet e de câmera, só acontece depois disso.
12:45 — O checkout de dois cliques
Para vender, existem várias formas: carrinhos de compra, checkouts mais complexos e mais simples. Lançamos recentemente um checkout e até fizemos um podcast sobre isso, em que o usuário só precisa clicar.
São dois cliques, aqui ao lado: o usuário fecha a compra, que pode ser de uma aula, de um evento ou de um ingresso, para participar uma vez só ou de forma recorrente.
O usuário tem o carrinho de compra e, ao clicar, abre uma tela em que pode digitar os dados do cartão de crédito, se quiser. Mas também pode simplesmente clicar em Apple Pay ou Google Pay, duas vezes, ao lado do telefone.
O nosso sistema está todo integrado: cria a conta do usuário, envia usuário e senha, faz o login e libera o acesso.
13:51 — Conversão
Melhor conversão do que isso hoje não existe. Talvez, quando os óculos estiverem prontos, dê para converter com uma piscadinha de olho. Até lá, desconheço um processo de conversão e venda melhor.
Quem nunca experimentou pode vender o ingresso do evento ou o curso com dois cliques, ao lado do telefone, na nossa plataforma.
14:07 — Abandono de carrinho e teste de carga
Você que nunca experimentou isso, vem com a gente: experimente vender o ingresso do seu evento ou os seus cursos com dois cliques, ao lado do telefone. Com a nossa plataforma você vai ver que é assustador.
Até 35% dos abandonos de carrinho de compra acontecem por dificuldade no preenchimento do próprio carrinho.
A pessoa quer comprar, está com a adrenalina lá em cima depois de um lançamento, preenche uma coisa, o carrinho dá errado e ela vai embora. [trecho omitido: menção a cliente/terceiro]
15:51 — Evento grande exige teste de carga
Num evento desse tamanho, a pessoa que organiza tem que ter, no mínimo, a responsabilidade de fazer um teste de carga, um teste de estresse, para ver se o sistema suporta. No nosso caso, todo o pagamento e a segurança são feitos com Apple Pay.
Num caso desses seria mamão: se você tiver um lançamento com 10 mil pessoas comprando simultaneamente, 20 mil, 30 mil, para a gente isso não faz a menor diferença.
O nosso sistema é todo integrado com Apple Pay e Google Pay, que são plataformas robustas da Apple e do Google para processar esse tipo de pagamento. Não preciso entrar nesse mérito.
16:28 — As duas maiores dúvidas de quem organiza evento
Uma das maiores dores com que lidamos é a dos leads, os parceiros que se interessam pelo serviço e querem tirar dúvidas com o nosso time. Quando se trata de evento, as principais preocupações são duas. A primeira é a venda: será que vai vender?
O que posso fazer para vender o meu evento de forma mais fácil? A segunda é se vai funcionar.
Evento é algo único, igual a um casamento. Você tem a data marcada e, se o problema acontece naquele dia, não tem como voltar. O evento não pode falhar, independentemente das circunstâncias: ele tem que acontecer.
Então as duas preocupações são: vou conseguir vender, terei público-alvo, eles vão conseguir comprar o meu acesso? E o evento vai funcionar?
17:32 — Como lidar com a primeira dúvida: vender
Para vender, depende primeiro de uma pesquisa de público-alvo, adequada ao tipo de evento. Você precisa mapear se tem público para esse evento, para não fazer um investimento desnecessário. Quando você é um prestador de serviço contratado, essa preocupação não é sua.
Mas a sua preocupação, como prestador, é garantir uma solução em que o seu cliente final tenha assertividade. Como? Buscando uma plataforma que permita ao usuário comprar por Apple Pay e Google Pay, o que facilita a compra e aumenta a conversão do seu cliente final.
18:11 — A plataforma que você escolhe é responsabilidade sua
Se você coloca obstáculos para o usuário comprar, passa a ser responsável, porque é você quem está prestando o serviço. O insucesso do seu cliente fica ligado diretamente à plataforma que você escolheu para ele realizar o evento.
Isso é muito sério, e há formas de escolher uma solução que garanta o êxito do seu parceiro.
Garantindo o êxito dele, com certeza no próximo evento ele vai fazer contigo. Qualquer insucesso na prestação do serviço, seja por indicar uma plataforma sem usabilidade, insegura ou sem os recursos de que o cliente precisa, e ficar emendando puxadinhos, é a certeza de perder um parceiro.
É uma porta fechada, e outras podem nem se abrir.
19:04 — Reputação local e escolha da plataforma
Dependendo do caso, isso pode se alastrar. A sua fama, principalmente se você for local, pode ser afetada, e isso pode inviabilizar o seu negócio. Temos muitos clientes que são produtoras de vídeo. A produtora é local: não compensa viajar.
Às vezes aparece quem peça captação em outro estado, e o traslado não vale a pena, então se contrata o fornecedor mais acessível. Por isso nós só fazemos a plataforma.
Por ser local, é preciso tomar cuidado na hora de contratar uma plataforma. Muitas vezes quem quer vender curso ou fazer evento não faz ideia da parte de venda, e isso dá problema. O Mário colocou um ponto importante: o puxadinho. [trecho omitido: menção a cliente/terceiro]
21:34 — O que cabe ao contratante
Então, no nosso caso, a primeira dor está eliminada. Sobre o funcionar, cabe também ao contratante escolher uma plataforma que dê respaldo dentro do que você precisa. Como descobrir isso? Primeiro, expondo o seu projeto e o que você precisa.
Segundo, contratando uma plataforma que tenha tudo no mesmo lugar: menos dor de cabeça.
22:01 — Uma empresa que comporte toda a operação
Se você contrata uma solução para vender e, no meio do caminho, outra para fazer ao vivo, software com software pode dar problema.
[trecho omitido: menção a cliente/terceiro] O ideal, de fato, é uma empresa que comporte toda essa operação e, se precisar, tenha um suporte que resolva tudo: vendeu o ingresso, hospedou o vídeo, liberou a transmissão ao vivo, configurou o multi-social.
[trecho omitido: menção a cliente/terceiro]
23:58 — Sem solução centralizada, ninguém sabe para quem ligar
Na hora da pressão do evento, quem está na linha de frente fica em desespero. Sem uma solução centralizada, você não sabe nem para quem ligar. Você falou um negócio aí: quantas pessoas você conhece que não sucumbem à pressão?
A maioria das pessoas que eu conheço não suporta a pressão do evento. Na hora, a pessoa não consegue se centrar.
[trecho omitido: menção a cliente/terceiro]
25:01 — Na hora da pressão, a pessoa esquece tudo
Deu problema aqui, deu problema ali, vamos resolver aqui: essa parte é com um fornecedor, essa é com outro. Muitas vezes, na hora da pressão, por mais que a pessoa tenha vivido o evento uma semana antes, ela esquece tudo. Quem suporta a pressão psicológica são pouquíssimos.
Quando envolvem valores, o contratante do evento, lá, pensa: por que não está dando certo? Nós temos um contrato.
Já começa a vir aquela cabeça de processo. O conforto de ter uma solução integrada é que, por menor que seja o problema que aconteça durante o evento, você vai ligar num único lugar.
25:49 — Como começa um evento conosco: onboarding
Qual é o procedimento quando alguém contrata um evento com a gente? Quando o cliente já está conversando com a gente, em processo de virar cliente de fato, nós recomendamos a contratação com antecedência. Porque liberamos o serviço antes do evento, para que se possam fazer todos os testes.
E fazemos um onboarding com o especialista que você designar.
Isso é um treinamento na nossa solução com a pessoa do seu time que vai cobrir aquele evento, para que ela tenha autonomia de usar o serviço de ponta a ponta e saiba onde está pisando. Isso garante a confiança e, principalmente, o domínio da solução.
Muitas vezes o pessoal contrata o evento em cima da hora e não tem onboarding.
26:58 — Contratar em cima da hora
Aconteceu um dia: o cliente ligou por volta de duas da tarde, tinha um evento às oito da noite, tinha contratado outro serviço no local, deu errado, fez teste, o treino não funcionava direito e ficou com medo. Ligou para a gente naquela correria.
Acabou que até deu certo, mas não faça isso. Contrate um serviço decente e teste um ou dois dias antes.
27:17 — Dica de ouro: testar o evento onde ele vai acontecer
E outra dica de ouro, óbvia, mas muita gente não faz: na hora de testar o evento, você vai testar o evento da sua casa ou vai testar o evento usando a estrutura do evento?
Já aconteceu várias vezes de o pessoal estar num lugar cômodo e até levar a câmera de casa para testar, mas não levar o computador, ou a ilha não estar com a mesma internet do lugar. Quantas vezes falta um cabo, não chega o roteador, ou o roteador é ruim?
Às vezes você está no cabo em casa e, chegando no evento, cadê o cabo?
27:53 — "Aqui tem cabo": a confirmação que não vale
É wireless? O dono do local fala: "Não, aqui tem cabo, sim." E o cara nem sabe o que é cabo. Muitas vezes é só o dono do prédio onde vai ter o evento. Esses pormenores pesam demais na hora do evento.
28:07 — Rede restrita, intranet e liberação no local
Muitas vezes os locais de evento têm uma burocracia tão grande que há restrição de rede e restrição de IP. Às vezes a empresa exige que você transmita o evento dentro de uma intranet e precisa de liberação. São várias possibilidades de dar errado quando você não testa direto do local.
[trecho omitido: menção a cliente/terceiro]
28:36 — Quem cuida da rede e a porta específica
Quando a gente fala desses setores, qualquer setor de governo, prefeitura, existe uma rede ali e alguém cuida dessa rede. As pessoas bloqueiam tudo, até por questão de segurança, e eu entendo.
Então você precisa pedir a liberação de uma porta específica, porque o streaming eventualmente usa uma porta específica.
28:59 — Levar o equipamento e testar no local
Isso acontece quando o local que você contrata não tem um RTMP nativo na [porta ilegível na legenda]. A gente tem um RTMP nativo nessa porta, ou RTMPS, que é seguro, criptografado.
Por isso é importante, antes do evento, dar um jeito de levar o equipamento, ou pelo menos o mínimo da conexão da transmissão, e fazer um teste no local do evento.
Se você deixar para fazer tudo no dia, pode ser que a pessoa que libera a porta de que você precisa não esteja no local, esteja de férias ou tenha se machucado. Às vezes a pessoa do evento só abriu o espaço para você e nem sabe quem cuida dessa parte.
29:41 — Um caso: a vistoria que evitou o pior
Vou dar um exemplo que aconteceu com a gente. [trecho omitido: menção a cliente/terceiro]
33:38 — Contratar a internet com meses de antecedência e chegar sem conexão
Contratamos a operadora [trecho omitido: menção a cliente/terceiro], que disse que conseguia instalar. Já havia caixa de distribuição no local. Testamos com dois ou três meses de antecedência, brigando com essa operadora e com outras para instalar a internet.
Um dia antes do evento, a operadora foi lá e colocou. Perguntei: "Vocês testaram?" "Testamos."
Fui pessoalmente com a equipe, porque era um evento de porte grande, nacional, e o país inteiro estava olhando.
Chegamos ao local para testar a internet e adivinha: sem internet. Ligamos para a operadora e não havia disponibilidade. Tivemos que comprar um cabo, puxá-lo da central do prédio e descer com ele até o ponto de transmissão, para poder ter um cabo e fazer a transmissão ao vivo com internet.
34:33 — Quem vai ao local precisa entender do assunto
Por isso é fundamental ter um braço direito de extrema confiança e que seja técnico, que entenda do negócio. Não adianta a pessoa ser honesta e de confiança se não souber o que está fazendo.
Não é porque é gente boa e não vai te roubar que ela serve: tem que ser uma pessoa de confiança, legal e que saiba tecnicamente o que está fazendo.
Se você tem uma pessoa assim, mande-a ao evento. Se não tem, vá pessoalmente ao local, ver as condições de fato. Só ligando e perguntando "tem isso, tem aquilo", não funciona.
35:13 — Vistoria técnica antes do evento
A famosa vistoria técnica tem que ser feita quando você é contratado para fazer um evento, principalmente se for em outra cidade, em ambiente restrito e burocrático, em tudo que envolve questão governamental ou de interesse público.
Fique atento: você vai encontrar essas barreiras e só consegue eliminá-las se fizer a vistoria técnica e falar com as pessoas que serão responsáveis pelas alterações.
Porque, se você faz o teste na sua casa, que não tem restrição nenhuma, você conhece a sua estrutura. Acreditando que no evento vai ter a mesma facilidade e a mesma estrutura, você cometeu o primeiro passo para o insucesso do seu evento, ou do evento do parceiro que contratou você.
36:03 — A cartilha: testar antes e no local
Tome cuidado com essas questões. Isso é muito sério e, ao mesmo tempo, algo simples: se você seguir a cartilha, garante o evento. Basta seguir estas orientações e sempre testar antes, no local.
É o que dizemos a qualquer parceiro que nos chama diariamente: "Legal, você vai fazer um evento. Para quando?" Se for para daqui a bastante tempo, ótimo, haverá tempo de ir ao local testar.
Então tem que ser algo bem transparente, porque o evento não pode falhar.
36:38 — Tipos de conteúdo: ao vivo e sob demanda
Seguindo o nosso trâmite, vamos falar dos tipos de conteúdo que você pode inserir no seu evento. Evento não é feito só de ao vivo. O ao vivo tem um apelo maior, mas, com a falta de tempo cada vez maior das pessoas, nem todo mundo vai participar na data que você marcou.
Você pode aproveitar o evento ao vivo para produzir um conteúdo que poderá monetizar por bom tempo, para quem não pôde participar. Se você vende um ao vivo e não oferece a oportunidade de a pessoa consumir o conteúdo depois, perde receita.
37:32 — Monetizar também o conteúdo gravado
Hoje o que o pessoal mais tem feito, pelo menos o nosso público que nos procura, é monetizar também o sob demanda. Muitas vezes vende a um valor mais acessível para ver depois e a um valor específico para quem vai ver ao vivo, no dia.
Porque quem assiste ao vivo tem a oportunidade de interagir e de enviar perguntas.
O ao vivo mexe com a emoção. Quem assiste a um jogo de futebol ao vivo não ia assistir ao jogo inteiro depois; no máximo veria os melhores momentos. Então o ao vivo é totalmente diferente e tem oportunidades que o gravado não tem.
38:34 — Híbrido: ao vivo e depois um ticket menor
Uma opção é o híbrido: faz o ao vivo e, depois, vende o gravado por um ticket menor. No EAD, o ao vivo traz uma grande experiência, mas tem o seu preço, pelo apelo que envolve.
E o sob demanda é uma oportunidade além daquele ao vivo que você fez: você pode transformá-lo num minicurso, numa área privada, a área que o pessoal chama de premium.
Assim as pessoas consomem o conteúdo depois, por um valor mais acessível, e você monetiza mais de uma vez em cima do mesmo conteúdo.
39:14 — Por que o sob demanda importa
O sob demanda é de grande importância. Primeiro, porque dá a possibilidade de disponibilizar o conteúdo depois. Muita gente pergunta se o evento vai ficar disponível. Às vezes a pessoa tem um compromisso no dia, quer comprar o evento, mas quer ter a certeza de que terá o conteúdo depois.
Além disso, você pode trabalhar esse conteúdo de forma sintetizada, com cortes, para atrair novos leads para o seu evento.
39:41 — Cortes gratuitos para atrair leads
O que o pessoal tem feito muito é cortar momentos do evento que ocorreu ao vivo e cadastrá-los como conteúdo gratuito, para atrair leads. A nossa plataforma permite criar um curso gratuito, para transformar esse gratuito em lead para o próximo evento.
Então o conteúdo gravado tem cada vez mais relevância: serve para revisão, para os melhores momentos e para fornecer trechos gratuitos do ao vivo, atraindo um público-alvo cada vez maior.
40:21 — Disponibilidade 24 por 7
Não descarte a possibilidade do gravado, pelo conforto de estar disponível 24 por 7, dentro da política do evento que você definir: por sete dias, por um mês, de forma recorrente ou vitalícia, como a Netflix, em que enquanto o usuário estiver pagando, ele consome o seu conteúdo.
O sob demanda é cada vez mais cômodo, porque a pessoa vê no horário que quiser. Não há mais a necessidade de estar num horário fixo para ver um filme. [trecho omitido: menção a cliente/terceiro]
42:14 — Alta conversão e gateway que não cai na hora de vender
Voltando ao evento: falamos de alta conversão usando Apple Pay e Google Pay. Se você tem um evento e quer garantir que não vai ter problema na hora de vender, o seu gateway de pagamento não vai cair na hora de vender. [trecho omitido: menção a cliente/terceiro]
42:30 — Do presencial para o digital: depende do escopo
Levamos a experiência do presencial para o meio digital, para que o usuário consuma o conteúdo que desejar dentro do leque de possibilidades que o evento pode trazer.
Isso depende muito das características do evento e dos requisitos do seu cliente, ou seus, caso você mesmo realize o evento.
Por isso é importante, quando contatar a gente, usar o formulário e expor o escopo do evento. A partir dele, conseguimos entregar a melhor solução. São infinitas possibilidades.
43:11 — Estatísticas: eventos públicos e medição no servidor
Sobre a estatística, depende do modelo que você for fazer. Quando é um evento público, a estatística é somada em um ambiente que chamamos de server side: lemos tudo o que é conexão.
Às vezes você divulga o seu evento numa TV Box, no JMV Play, que é o nosso aplicativo para Smart TVs, que está no Android, na Samsung e, em breve, na LG, além de iOS, Android, aplicativos de terceiros e repositórios de transmissões ao vivo.
Independentemente de onde esteja rolando a sua transmissão ao vivo, temos hoje a capacidade, com o nosso Big Data, de ler todas essas transmissões, unificar os dados e colocá-los na ferramenta que chamamos de IBOP do Streaming.
44:06 — Auditoria dos dados de audiência
É uma ferramenta viva: coleta todos os dados, processa e entrega para o cliente. Quando o Mário fala em auditável, é porque o sistema é tão confiável que alguns clientes nossos, que têm relação com a medição de audiência da Kantar IBOPE, processam os dados que o mercado compra.
Só para vocês terem noção do nível de auditoria: mantemos esses logs guardados por três meses, seguindo recomendações da própria Kantar IBOPE. Por mais que haja um dashboard bonitinho, se um cliente precisar fazer uma auditoria, entregamos os logs.
São centenas de gigabytes de arquivos de texto, mas estão lá, auditáveis a qualquer momento, para a sua transmissão.
45:06 — Evento interno: o progresso do aluno no NoChalks
Isso vale sempre para eventos públicos. Agora a parte do progresso do aluno: quando é um evento interno, você pode usar o NoChalks, a nossa plataforma EAD integrada com essa parte do evento. Como registrar o progresso de um aluno ao vivo? Temos essa tecnologia.
Você sabe quanto tempo de um evento ao vivo o aluno assistiu.
Depois que o ao vivo vira uma aula gravada, o progresso continua. Por exemplo, o aluno assistiu uma hora de um ao vivo de duas horas: assistiu 50%. Se quiser, vai ter que continuar assistindo os outros 50%.
45:48 — Uma tecnologia que só quem domina o processo entrega
Isso parece óbvio, mas você não encontra em plataforma nenhuma, porque é uma tecnologia que só quem domina o processo de ponta a ponta consegue desenvolver e entregar. É o que chamamos de solução integrada.
46:05 — Defina primeiro o que o evento precisa
A plataforma EAD pode ser usada para várias possibilidades. Quando for contratar o serviço de evento, primeiro defina se será necessária uma área restrita ou não e, se sim, se haverá venda de acesso ou não. A nossa plataforma está preparada para as duas possibilidades.
Para podermos indicar melhor e ajudar até no esboço dos recursos de que o evento precisa, você nos informa a necessidade real. Hoje a plataforma NoChalks é tão grande, com tantos recursos, que muitos você não vai usar no seu evento.
46:45 — Onboarding: só os recursos que você vai usar
No treinamento de onboarding de que falamos, passamos pelos recursos que você realmente vai usar, para extrair o melhor da plataforma. A plataforma é completa: envolve o serviço de stream, de venda de acesso, estatísticas e, principalmente, a segurança do seu conteúdo.
47:08 — O player funciona só dentro da plataforma
O player vai funcionar, a partir do momento em que você contratar conosco, única e exclusivamente dentro da plataforma. O conteúdo sob demanda não vai ser baixado, porque trabalhamos com uma segurança que nós mesmos desenvolvemos: o nosso próprio DRM.
E não cobramos tráfego a mais para você consumir um conteúdo com segurança.
O valor que você fechar conosco, com o nosso time de especialistas, no ato da contratação, é aquele, e pronto. Você não terá custo adicional para trabalhar com uma plataforma segura. É a nossa política de preço transparente.
47:41 — Sem cobrança de tráfego
O Mário colocou um ponto extremamente importante: [afirmação promocional omitida].
Você pode transmitir 24 horas por dia, dentro dos limites simultâneos do plano, porque o nosso modelo de negócio é único e muito mais vantajoso para o usuário do que ser pego de surpresa.
Para quem está começando, sem clique, sem visualização, talvez isso não pareça fazer diferença, porque não vai consumir tráfego. Mas, quando a conta chegar, vai lembrar da gente.
[afirmação promocional omitida]: dá para transmitir 24 horas por dia sem essa cobrança.
48:24 — Desempenho e o botão de play grande
E com a melhor performance, porque o nosso CDN tem pontos de presença distribuídos em vários locais. Você não vai ter problema de desempenho; pelo contrário, o nosso play carrega mais rápido.
No evento, quando a pessoa entra, aparece um botão grande, o Big Button, para ela dar um clique e continuar assistindo.
Os players implementaram a política de autoplay sem áudio, então em qualquer canal você vê que precisa clicar para dar o play. Por isso desenvolvemos esse botãozinho grande.
O pessoal de VSL, o vídeo de vendas, usa bastante, e nós trazemos isso também para o evento e para as aulas, porque torna o uso mais gostoso e mais atrativo.
49:14 — Interação: chat, fórum e materiais de apoio
A gente nem entrou na questão da interação. A plataforma também tem o chat ao vivo, para o caso de o evento precisar que as pessoas interajam com o moderador. Ela está preparada para esse chat com ou sem moderação.
Para eventos gravados, o fórum de discussão pode ser ativado a qualquer momento, também com ou sem moderação.
Isso garante a possibilidade de interação do usuário no momento em que ele assiste ao conteúdo. Há ainda materiais de apoio: por exemplo, um portfólio do evento para o usuário baixar. E há o sistema de enquete.
49:55 — Certificado e tudo em um único lugar
Se o evento envolve certificação, a plataforma está preparada para emitir certificado com base nas metas alcançadas pelo usuário, seja de frequência, seja de desempenho, por exemplo num exercício ou num simulado que você deixe depois do evento.
A plataforma é literalmente completa, e o melhor é que está tudo num único lugar.
Na mesma plataforma você faz tudo o que falamos: vende os ingressos, integra com Apple Pay e Google Pay, ativa a venda e libera o usuário automaticamente, transmite ao vivo para ele assistir.
Se quiser um aplicativo exclusivo com o seu nome, para iOS e Android, é só ligar: desenvolvemos o aplicativo com o nome da sua escola ou instituição, já integrado com essa plataforma.
50:41 — Avisos de evento e certificado digital
Um ponto que eu acho legal: se o evento está ao vivo, dá para avisar por SMS ou WhatsApp, se você quiser. Integramos também com automações, com o aviso de WhatsApp de aula nova ou de evento ao vivo disponível.
A pessoa pode assistir, nesse caso, no ambiente privado, onde se registra o progresso e se emite o certificado.
O pessoal no Brasil gosta demais de certificado. Para o aluno, é um quesito de venda: quando você pesquisa no Google um curso, aparece "com certificado". As pessoas apreciam muito.
Nos eventos profissionalizantes, tem gente que prega o certificado na parede, ou leva para uma entrevista de emprego.
51:30 — Validação do certificado
Tudo que prove que aquela pessoa participou de um treinamento faz diferença. Por isso temos uma validação digital, usando certificação digital, já integrada na plataforma, sem custo nenhum para você.
Quando o seu aluno emite o certificado de participação no evento, gera-se uma assinatura digital, e ela pode ser validada na própria plataforma.
Quem quer verificar que o certificado existe acessa a plataforma com aquele código e confirma que ele é válido e que a pessoa participou, com certos percentuais. Isso é muito importante, porque hoje ninguém acredita só no papel: qualquer Canva da vida faz um certificado.
52:24 — Verificar certificados na prática
É igual quando eu recebo currículo e o candidato coloca um tanto de certificações. Eu não quero nem saber o que ele colocou: peço o link de onde ele fez, olho a grade e, às vezes, faço uma provinha para ver o que ele aprendeu. Por isso é importante o certificado ter validação.
É bom para quem tem o certificado e muito melhor para quem precisa confiar nele.
52:51 — Exercícios e banco de questões
Como estamos falando de evento, numa próxima live do podcast vamos fazer um episódio focado em certificado e exercícios, porque muita gente procura isso e nós ainda não falamos disso.
[afirmação promocional omitida], além de você poder configurar o curso em modo de aula tipo Kanban. Há um esquema fantástico, aleatório: você pode usar o ChatGPT para ajudar a gerar o banco de questões.
Não é para fazer coisa genérica, pelo amor de Deus. Com o ChatGPT você gera os exercícios e as atividades, monta um banco de questões, e elas são apresentadas ao usuário de forma aleatória. As atividades de um usuário serão diferentes das do outro.
Dois colegas fazendo o mesmo curso não conseguem colar um do outro.
54:05 — Tipos de exercício
Assim você dá múltiplas possibilidades para o mesmo exercício, sem precisar fazer um exercício diferente para cada aluno, o que seria insustentável. Os exercícios de múltipla escolha têm autocorreção.
Temos exercícios dissertativos, em que um moderador corrige a resposta digitada pelo usuário.
E temos um exercício único, exclusivo, que foi desenvolvido na época para um parceiro nosso: o exercício do tipo enviar arquivo, em que o usuário pode gravar um vídeo ou subir um conteúdo.
54:46 — O exercício de enviar vídeo: como nasceu
O parceiro nos procurou depois de ter buscado outra solução.
[trecho omitido: menção a cliente/terceiro] Como empresa parceira, sentimos o projeto do nosso parceiro, vimos a possibilidade de customização e criamos um modelo de exercício inédito em plataforma, que atenderia a necessidade desse cliente.
O curso dele era de oratória. O que ele precisava medir no aluno não era o texto nem a teoria: era a prática. O curso era para as pessoas terem mais confiança para falar em público e uma boa narrativa.
Eles precisavam desse exercício para o aluno subir um vídeo feito pelo próprio celular, como se fosse uma prova, para que os professores avaliassem, dessem a nota e a justificativa.
56:05 — Um recurso que serve para vários segmentos
Isso se encaixou depois em vários outros segmentos, não só de oratória: cursos de idioma, em que se precisa saber como a pessoa está falando o idioma que aprende; cursos de música, de canto, e por aí vai. É um modelo de exercício que depois se adaptou a vários outros segmentos.
Desenvolvemos o recurso para o cliente, atendemos o cliente e hoje temos um recurso exclusivo. Se você tem um negócio exclusivo, inglês, aula de violão, oratória, mentorias, tudo em que você gera um valor exclusivo para o aluno, a nossa plataforma permite fazer isso com esse modelo.
56:52 — Desenvolvimento próprio
Era um recurso que não existia no mercado e que poderia inviabilizar o projeto desse cliente. Entendemos a necessidade e levamos para o nosso time de desenvolvimento, que é um time interno: temos um departamento de desenvolvimento exclusivo para a plataforma dentro da empresa.
Levamos para o time de análise e planejamento, que validou a possibilidade técnica. Passamos o orçamento ao cliente, porque se tratava de uma demanda inicialmente exclusiva, e ele pôde aproveitar e usar a nossa solução para a necessidade dele.
57:25 — Próximo episódio e fechamento
Acho que falamos bastante de eventos e já passamos dos nossos 60 minutos hoje. No próximo podcast vamos falar sobre plataforma EAD com exercícios e certificados.
Se você quiser fazer um evento privado e entender como isso vai funcionar, mande para a gente: o nosso time vai explicar a alta conversão e tudo como funciona.
A ideia deste episódio foi mostrar que existem soluções integradas para cobrir o seu evento de ponta a ponta, eliminando a possibilidade de contratar vários fornecedores e fazer os devidos puxadinhos.
Assim você tem segurança e sossego e garante o sucesso do evento, para que o seu contratante também alcance o dele.
58:20 — Contato
Existe uma solução tudo em um para o seu evento dar certo. Um contato, um consultor que resolve a sua vida inteira, e pronto. Você ganha com a gente e a gente ganha com você. O valor é acessível para cotar qualquer tipo de solução: formulário de cadastro disponível.
O nosso atendimento é de segunda a sábado, das 8 da manhã às 10 da noite, e aos domingos e feriados, das 2 da tarde às 10 da noite (horários da época do episódio). O nosso time está aguardando o contato de vocês para ajudar e indicar a melhor solução para o seu evento.
58:54 — Despedida
Obrigado pela audiência a quem acompanhou. Obrigado ao nosso backstage e obrigado, Mário, mais uma vez pela presença. Espero que todos tenham uma excelente semana.
Estamos à disposição de segunda a sábado, das 8 da manhã às 10 da noite, e aos domingos e feriados, das 2 da tarde às 10 da noite. Um grande abraço para você, fique com Deus e até a próxima quarta-feira, às 10 da manhã. Excelente semana!
Perguntas frequentes
Qual é a porta RTMP que o OBS usa para transmitir ao vivo?
A porta que está na URL do servidor, em Configurações → Transmissão.
Endereço rtmp:// sem número usa a 1935/TCP; rtmps:// usa a 443/TCP; se há dois-pontos e um número, é esse número.
Não existe uma porta do OBS: quem define é o servidor de destino.
OBS falha ao conectar ao servidor: o que fazer primeiro?
Veja se o erro é só em uma rede: teste a mesma máquina no 4G ou 5G do celular.
Se sobe no celular, o bloqueio é de porta na rede do local. Se não sobe, confira a chave, o endereço do servidor e a Família de IP do OBS.
Como saber se o firewall da empresa está bloqueando a transmissão?
Leve o mesmo notebook, com a mesma chave, para o 4G ou 5G do celular.
Se a live sobe pelo celular e falha na rede do local, o bloqueio está na rede.
Para provar, rode o teste da porta RTMP nas duas redes: Test-NetConnection no Windows ou nc -vz no macOS e no Linux.
O que eu peço para o TI liberar?
Liberação de saída, em TCP, da máquina de transmissão para o domínio do servidor de ingest.
Na porta RTMP que está na URL (1935 para rtmp://, 443 para rtmps://), no período do teste e do evento.
Origem, destino, porta e período: é o formato que uma rede com política de segurança consegue aprovar.
Usar a porta 443 resolve o bloqueio da porta RTMP?
Resolve quando a plataforma de destino oferece endereço RTMPS.
A 443 é a porta do HTTPS e costuma estar aberta para saída na maioria das redes que navegam na web.
Não é garantia: rede com proxy obrigatório ou inspeção de tráfego pode aceitar a conexão e derrubar a transmissão.
Posso transmitir o evento pelo 4G ou 5G?
Pode, como reserva ou como link principal, desde que a conta de dados seja feita antes e o sinal seja testado no ponto exato da mesa.
A conta é bitrate vezes tempo: 6 Mbps durante uma hora consomem 2,7 GB só de vídeo; um evento de 3 horas, 8,1 GB.
Testei em casa e funcionou. Preciso testar no local do evento?
Precisa. O teste de casa confirma o computador, o encoder e a chave.
Ele não exercita o que costuma falhar no dia: porta fechada, ponto de cabo inexistente, upload insuficiente ou ninguém para liberar o acesso.
Liberar a porta RTMP no roteador (port forwarding) resolve?
Não. A transmissão é uma conexão de saída, do encoder para o servidor.
Redirecionamento de porta serve para conexões de entrada, quando alguém de fora precisa alcançar um equipamento dentro da rede.
O que resolve é a regra de saída no firewall.
Próximos passos
Se o seu evento vai sair de uma rede que você não administra, siga esta ordem:
- Faça a vistoria no local.
- Rode o teste da porta RTMP em par.
- Mande o pedido ao TI com os quatro campos.
- Tenha o endereço RTMPS como alternativa.
- Leve o 4G com a conta de dados feita.
Para transmitir a partir de prefeitura, câmara ou autarquia, veja plataforma de vídeo para órgãos públicos.
Para os demais eventos, veja transmissão ao vivo profissional.
Quer repassar o seu cenário antes da vistoria? O nosso time atende pela central de contato ou pelo telefone (11) 4063-8923.
Atualizado em 20 de outubro de 2026.

