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Vender assinatura no app: taxa da Apple e Google

Publicado em 10 de outubro de 2026
Arte do episódio do Café & Tech Podcast de 26 de fevereiro de 2025, Monetize conteúdo com um app pay-per-view e controle de acesso seguro, com um celular num tripé gravando um vídeo.

Resposta rápida: no iPhone, no Brasil, a assinatura vendida dentro do app pela Compra no App da Apple paga 21% de comissão mais 5% de processamento, ou 10% mais 5% para quem está no Small Business Program e para assinatura com mais de um ano.

Desde o iOS 26.5, fruto do acordo da Apple com o CADE anunciado em 18/06/2026, dá para usar outro processador dentro do app (a comissão continua em 21%) ou levar o cliente ao site por link (15% sobre as vendas feitas em até sete dias depois do toque).

No Google Play, o Brasil paga 15% sobre assinatura com renovação automática, ou 11% quando o usuário escolhe um sistema de faturamento alternativo dentro do piloto do Google, do qual o Brasil faz parte.

O caminho sem comissão de loja é vender no seu site e deixar o app apenas para o assinante entrar e assistir, sem botão e sem link de compra. Números conferidos nas páginas da Apple e do Google em 10/10/2026.

Quem decide lançar um aplicativo com a própria marca costuma comparar duas coisas: quanto custa fazer o app e quanto custa a plataforma de vídeo por trás dele. Falta uma terceira linha, que não aparece na proposta de fornecedor nenhum porque não é o fornecedor que cobra: a parte da loja.

Se a assinatura é vendida dentro do aplicativo, a Apple e o Google entram na conta, e no Brasil essa conta mudou em 2026.

O tema ficou de fora da nossa própria temporada sobre aplicativo pay-per-view no Café & Tech Podcast, em fevereiro e março de 2025. Em quase três horas de conversa falamos de segurança, de login, de tráfego e de como cobrar, e a comissão da loja não entrou.

Este artigo cobre essa lacuna com as regras lidas na fonte, e separa o que os episódios diziam em 2025 do que vale hoje.

O escopo é iPhone (iOS) e Android. Lojas de Smart TV têm regras próprias e não foram apuradas aqui.

Por que a loja entra na conta do seu app

A regra de base é a mesma nas duas lojas: se o aplicativo desbloqueia conteúdo digital (assinatura, vídeo, aula), a compra feita dentro do app passa pelo sistema de pagamento da loja, e a loja cobra por isso.

  • Apple: a diretriz 3.1.1 das App Review Guidelines cita assinaturas e acesso a conteúdo premium entre os casos em que o app deve usar a Compra no App.
  • Google: a Política de pagamentos do Google Play lista, entre os exemplos que exigem o sistema de faturamento do Play, os “serviços de assinatura (como de exercícios físicos, jogos, encontros, educação, música, vídeo, upgrades e outros conteúdos)”.

Aqui mora a confusão mais comum, e nós mesmos a alimentamos. No episódio de 26 de fevereiro de 2025, a descrição era esta: “O próprio aplicativo hoje [...] tem a possibilidade de você integrar uma das principais carteiras de pagamento, que seria Apple Pay e Google Pay.” Como regra geral para assinatura de vídeo, não é esse o mecanismo que as lojas preveem.

Carteira digital não é a mesma coisa que Compra no App. A diretriz 3.1.3(e) da Apple reserva meios como Apple Pay e cartão de crédito para bens e serviços físicos, consumidos fora do aplicativo: a corrida, a pizza, o ingresso do show.

A política do Google faz a mesma separação, ao dizer que oferece o Google Pay “para apps que vendem produtos e/ou serviços físicos”. Por isso “é só pôr Apple Pay no app” não resolve a venda de uma assinatura de vídeo.

No site a história é outra: ali a carteira é só um botão por cima do cartão, sem loja no meio. Esse lado está explicado no artigo do Nochalks sobre Apple Pay e Google Pay no checkout do site.

iPhone no Brasil: os números depois do acordo com o CADE

Em 18 de junho de 2026 a Apple anunciou mudanças no iOS para o Brasil, como parte de um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

A partir do iOS 26.5, quem distribui app no país pode processar pagamentos de bens e serviços digitais fora da Compra no App. A tabela de comissões está na página Alterações no iOS no Brasil, e é dela que saem as linhas abaixo.

Como o assinante pagaComissão da AppleTaxa de processamento da AppleTotal para a Apple
Compra no App com a Apple, caso geral21%5%26%
Compra no App, Small Business Program ou assinatura com renovação automática depois do primeiro ano10%5%15%
Outro processador de pagamento dentro do app, caso geral21%não se aplica (você paga o seu processador)21% + seu processador
Outro processador dentro do app, Small Business Program ou depois do primeiro ano10%não se aplica10% + seu processador
Oferta de compra fora do app com link acionável, caso geral15% (“comissão de serviços”), só nas vendas concluídas em até sete dias depois do toquenão se aplica15% + seu processador
Oferta fora do app com link, Small Business Program ou depois do primeiro ano10%não se aplica10% + seu processador
Termos comerciais da App Store no Brasil, conforme a página da Apple conferida em 10/10/2026. A coluna “Total” é soma nossa.

Três observações para ler a tabela sem se enganar:

  • A coluna “Total” não é da Apple. Ela publica duas parcelas separadas, uma comissão e uma taxa de processamento de pagamento, e nós somamos as duas para facilitar a leitura.
  • A base é o preço pago pelo cliente. A Apple diz que as tarifas incidem sobre o valor total pago, e que os impostos são calculados conforme o contrato de desenvolvedor. Não dá para transformar esses percentuais em “valor líquido” sem olhar a parte tributária com o seu contador.
  • Há um outro 5% na mesma página, e ele não é o da tabela. A Core Technology Commission, de 5%, vale para apps distribuídos fora da App Store, em mercados de apps alternativos. Quem publica na App Store, que é o caso de praticamente todo app de streaming, lida com os 5% de processamento da Compra no App, não com esse.

O Small Business Program é o programa da Apple para quem teve até 1 milhão de dólares de receita no ano anterior, e a conta soma as contas de desenvolvedor associadas: as que você controla e as que controlam a sua (página do programa).

Guarde esse detalhe, porque ele volta na seção sobre em nome de quem o app é publicado.

O que o acordo liberou, e as obrigações que vieram junto

O acordo com o CADE não zerou a comissão. Ele abriu duas alternativas à Compra no App, e cada uma veio com uma lista de obrigações. Elas estão na página Payment options on the App Store in Brazil e na página de termos comerciais já citada:

  • A Compra no App continua obrigatória ao lado da alternativa. Ela tem de aparecer em toda tela em que o app oferece um produto digital com opção de pagamento, com pelo menos o mesmo destaque. O botão da Apple é preto ou branco, e a cor não pode fazer a alternativa parecer a opção preferida.
  • Preço diferente é permitido. A página diz que preços e benefícios diferentes podem ser oferecidos na opção alternativa. Dá para cobrar menos fora.
  • Tela de aviso. Antes de levar o usuário ao pagamento alternativo, o app mostra uma tela informando que a transação é com o desenvolvedor, não com a Apple.
  • Relatório mensal. Todas as transações alternativas são reportadas à Apple até 15 dias depois do fim do mês, para o cálculo da comissão. Os tributos dessas vendas são responsabilidade de quem vende.
  • Suporte é seu. Cobrança, cancelamento, reembolso e atendimento dessas vendas passam a ser de quem vende. O histórico de compras e o gerenciamento de assinaturas da App Store só mostram o que foi comprado pela Compra no App.
  • Menores de 18 anos. Pagamento alternativo dentro do app só atrás de verificação parental, e a oferta de compra por site não pode ser apresentada. Apps da categoria Infantil também não podem oferecer compra fora do app.
  • A página do app na loja não pode trazer informação sobre compra no site ou por processador alternativo.

A leitura honesta é esta: trocar a Compra no App por outro processador tira os 5% de processamento da Apple e põe no lugar o custo do seu processador mais o trabalho de reportar e atender. É uma economia, e pode valer a pena. Vender sem a loja é outra coisa.

Um ponto que a página não resolve: ela diz que a oferta de compra fora do app pode existir “usando ou não um link acionável”, e a comissão de 15% publicada é a do link acionável. O que incide sobre um simples aviso em texto, sem link, não está escrito ali.

Não vamos afirmar o que a fonte não afirma.

E no Android? Google Play no Brasil

Hoje. Na tabela de taxas de serviço do Google Play, o Brasil está em “todos os mercados restantes”: 15% sobre produtos por assinatura com renovação automática, qualquer que seja a receita do desenvolvedor.

Nas outras transações, quem está inscrito no nível de 15% paga esse percentual sobre o primeiro US$ 1 milhão de receita anual e 30% sobre o que passar disso.

O piloto de escolha de faturamento do usuário inclui o Brasil. A página do piloto lista os mercados: Espaço Econômico Europeu, Austrália, Brasil, Indonésia, Japão, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.

No Brasil, vale para app de celular ou tablet que não seja jogo, de desenvolvedor registrado como empresa. As condições:

  • o sistema alternativo é oferecido junto com o do Google Play, e só dentro do app;
  • quando o usuário paga pelo alternativo, a taxa de serviço é “reduzida em 4%”, o que leva os 15% da assinatura a 11%;
  • o desenvolvedor continua pagando a taxa ao Google, dá o suporte dessas vendas e segue o padrão PCI DSS ao processar cartão.

A lógica é a mesma da Apple: reduz, não zera.

Em 2027 muda. A nova estrutura de taxas que o Google anunciou em 4 de março de 2026 entrou em vigor em 30/06/2026 no Espaço Econômico Europeu, nos Estados Unidos e no Reino Unido, e em 30/09/2026 na Austrália e no Japão.

Para o “resto do mundo”, Brasil incluído, a data é 30 de setembro de 2027. Nesse desenho, a transação recorrente paga 10% “+ taxa de faturamento, se aplicável”, e passa a existir taxa de serviço também sobre link da web externo.

A taxa de faturamento é de 5% nas regiões já lançadas; para as demais, o Google diz que vai divulgar “em breve”. Por isso não projetamos número para o Brasil em 2027: há a data e o desenho, e só.

O app só de consumo é permitido. Nas perguntas frequentes da política de pagamentos, o Google responde que aceita qualquer app destinado apenas para consumo, mesmo que ele faça parte de um serviço pago: “O usuário pode fazer login quando o app é aberto e acessar conteúdo pago de outro lugar”.

A condição é que nada possa ser comprado no app. E o app pode informar, sem link direto, onde a compra é feita. A própria central de ajuda dá exemplos de frase, como “Acesse nosso site para mudar sua assinatura para a versão Premium”.

O caminho sem comissão: vender no site, assistir no app

É o modelo que a Apple chama de app “leitor”: o aplicativo não vende, só entrega. A diretriz 3.1.3(a) cita vídeo entre os conteúdos desse tipo de app, e permite que ele dê acesso a assinatura comprada antes, crie conta de plano gratuito e ofereça gerenciamento de conta para quem já é cliente.

Apps leitores podem pedir à Apple o External Link Account Entitlement, uma autorização para incluir um link informativo que leva ao site do desenvolvedor para criar ou gerenciar a conta.

Na prática, o fluxo fica assim:

  1. o cliente compra no seu site, com cartão, Pix ou carteira digital;
  2. a compra aprovada libera o usuário na plataforma de vídeo, por painel ou por API;
  3. ele baixa o app, entra com a conta e assiste.

Esse fluxo estava nos episódios de 2025 como alternativa, na voz de quem já tem operação de venda montada: “já tenho um funil de vendas, já vendo pelo meu site o acesso, eu só quero a integração com o aplicativo”.

E, mais adiante, que “é possível você vender pelo carrinho que você já tem, o seu checkout, e integrar esse acesso no aplicativo através da dashboard ou através de API”.

O preço desse caminho é atrito, e não dinheiro. Quem baixa o app sem ter comprado não encontra botão de compra, e você não pode pôr um ali. Para quem vende por tráfego próprio, lista de e-mail e redes sociais, isso quase nunca pesa: o cliente já chega ao app com a conta criada.

Para quem depende de ser descoberto dentro da loja por um desconhecido, pesa, e pode fazer sentido pagar a comissão para ter o botão.

A conta: 1.000 assinantes a R$ 50 por mês

Usamos o mesmo exemplo que está na página do nosso app de streaming com a sua marca: mil assinantes pagando R$ 50 por mês, ou R$ 50.000 de receita bruta. A tabela é um exemplo calculado com premissas visíveis: aplica o percentual de cada regra sobre os R$ 50.000 e supõe que todos os assinantes compraram pelo mesmo caminho. Tributos e o custo do seu processador de pagamento ficam fora da conta.

Onde a assinatura é vendidaReceita brutaFica com a lojaRegra usada
Só no site (app só de consumo)R$ 50.000R$ 0sem compra no app
iPhone, Compra no App, caso geralR$ 50.000R$ 13.00021% + 5%
iPhone, Compra no App, Small Business ProgramR$ 50.000R$ 7.50010% + 5%
iPhone, outro processador dentro do app, caso geralR$ 50.000R$ 10.500 + seu processador21%
iPhone, link para o site, caso geral (vendas em até sete dias do toque)R$ 50.000até R$ 7.500 + seu processador15%
Android, Google Play, assinaturaR$ 50.000R$ 7.50015%
Android, faturamento alternativo no piloto do GoogleR$ 50.000R$ 5.500 + seu processador15% com redução de 4% = 11%
Exemplo calculado, por mês. Percentuais da Apple e do Google conferidos em 10/10/2026; tributos e custo do processador não entram.
Quanto fica com a loja em R$ 50.000 de assinaturas por mês, por caminho de venda Gráfico de barras com o exemplo de 1.000 assinantes a R$ 50 por mês. Venda só no site: zero para a loja. iPhone, Compra no App, caso geral: R$ 13.000. iPhone, Compra no App no Small Business Program: R$ 7.500. iPhone, outro processador dentro do app: R$ 10.500 mais o processador. iPhone, link para o site: até R$ 7.500 mais o processador. Android, Google Play: R$ 7.500. Android, faturamento alternativo no piloto: R$ 5.500 mais o processador. Quanto fica com a loja em R$ 50.000 de assinaturas Exemplo calculado: 1.000 assinantes a R$ 50 por mês. Tributos e custo do processador fora da conta. Só no site (app só de consumo) R$ 0 iPhone · Compra no App, caso geral R$ 13.000 iPhone · Compra no App, Small Business R$ 7.500 iPhone · outro processador no app R$ 10.500 + processador iPhone · link para o site (até 7 dias) até R$ 7.500 + processador Android · Google Play, assinatura R$ 7.500 Android · faturamento alternativo (piloto) R$ 5.500 + processador Percentuais: Apple (Alterações no iOS no Brasil) e Google Play (Taxas de serviço), conferidos em 10/10/2026.
O mesmo faturamento, sete destinos diferentes para a parte da loja. A coluna muda conforme o lugar em que o botão de compra fica.

Uma base real se divide entre iPhone, Android e site, e a proporção muda de negócio para negócio. Não vamos inventar uma. Faça a conta com a sua.

O que a tabela mostra é a ordem de grandeza: em qualquer linha com venda dentro do app, a parte da loja passa de R$ 5 mil por mês neste exemplo. Ponha esse número ao lado da mensalidade da plataforma de vídeo que você recebeu na proposta. O que decide a margem é onde o botão de compra fica.

Em nome de quem o app é publicado

É a pergunta que quase ninguém faz ao fornecedor. Um app com a sua marca pode ser publicado na sua conta de desenvolvedor ou na conta do fornecedor. Isso muda três coisas:

  • quem recebe o repasse das vendas feitas pela Compra no App, que cai na conta de quem publicou;
  • de quem é o enquadramento no Small Business Program, já que o limite de 1 milhão de dólares soma as contas associadas;
  • quem assina o contrato com a loja e envia o relatório mensal das vendas alternativas.

Nenhuma das duas formas é errada. O erro é descobrir qual é a sua depois de assinar. Leve estas perguntas para qualquer fornecedor de aplicativo, e para nós também:

  • Em nome de quem o app é publicado em cada loja?
  • Quem recebe as vendas feitas dentro do app?
  • O app vai ter botão de compra ou é só de consumo?
  • Quem responde pela revisão do app quando a loja mudar a regra?

Ter as próprias contas tem um custo, baixo perto do resto: 99 USD por ano no Apple Developer Program e uma taxa única de US$ 25,00 no Google Play. Esses valores foram conferidos em 29/09/2026 no artigo sobre a câmera da creche, na parte que explica quanto custa manter as contas de desenvolvedor na Apple e no Google.

Qual caminho escolher

  • Você vende por tráfego próprio e já tem checkout e base: site mais app só de consumo. É o caminho sem comissão de loja.
  • Você precisa que o desconhecido que achou o app na loja compre ali mesmo: Compra no App, com a comissão dentro do preço.
  • Você quer as duas coisas: no iPhone, hoje, dá para oferecer a Compra no App e um preço menor fora, com as obrigações que vieram no acordo. No Android, o piloto de escolha de faturamento faz papel parecido, com a taxa reduzida.
  • Seu público tem menos de 18 anos: as restrições de pagamento alternativo decidem por você.

Sobre a plataforma de vídeo, o que dissemos em 2025 continua sendo a nossa posição: “Nós não somos seu sócio. Nós não vamos te cobrar percentual de cada pessoa que assina, percentual de cada venda, seja curso, seja conteúdo exclusivo que você tenha.” A JMV Stream cobra valor fixo.

A comissão da loja, quando a venda é feita dentro do app, é outra conta, e nenhuma plataforma de vídeo consegue tirá-la de você.

Se você chegou aqui querendo saber de segurança do aplicativo, e não de cobrança, o assunto está em camadas de proteção do conteúdo.

Perguntas frequentes

A busca por vender assinatura fora da App Store no Brasil não tinha bloco de “As pessoas também perguntam” no Google em 10 de outubro de 2026. As perguntas abaixo foram escritas a partir das regras das lojas.

Quanto a Apple cobra sobre assinatura vendida dentro do app no Brasil?

Pela Compra no App com a Apple, são 21% de comissão mais 5% de taxa de processamento de pagamento. Para quem participa do Small Business Program e para assinatura com renovação automática depois do primeiro ano, a comissão é de 10%, mais os mesmos 5%.

Os números estão na página Alterações no iOS no Brasil, da Apple, conferida em 10/10/2026.

O acordo da Apple com o CADE acabou com a comissão?

Não. O acordo liberou duas alternativas à Compra no App: usar outro processador de pagamento dentro do app, caso em que a comissão continua em 21%, e oferecer a compra fora do app por link, com comissão de 15% sobre as vendas concluídas em até sete dias depois do toque.

O que sai da conta, nas duas alternativas, são os 5% de processamento da Apple, trocados pelo custo do processador que você contratar.

Posso cobrar por Pix ou cartão no meu site e liberar o acesso no app?

Pode. É o modelo de app só de consumo: a venda acontece no site e o aplicativo serve para o assinante entrar e assistir, sem botão e sem link de compra.

No Google Play, o app pode avisar por texto, sem link direto, que a compra é feita no site. Na Apple, apps do tipo leitor podem pedir autorização para um link informativo que leva ao site do desenvolvedor.

Posso pôr Apple Pay dentro do app para vender a assinatura?

A diretriz 3.1.3(e) da Apple reserva Apple Pay e cartão para bens e serviços físicos consumidos fora do app. Assinatura e conteúdo digital dentro do app passam pela Compra no App.

No Brasil, desde o iOS 26.5, também é possível usar um processador alternativo dentro do app, nas condições novas e com a comissão de 21%.

E no Google Play, quanto fica com a loja?

Hoje, no Brasil, 15% sobre assinatura com renovação automática. Quando o usuário paga por um sistema alternativo dentro do piloto de escolha de faturamento do usuário, do qual o Brasil faz parte, a taxa de serviço tem redução de 4%, o que leva os 15% a 11%.

A nova estrutura de taxas do Google chega ao Brasil em 30/09/2027.

O que é o Small Business Program da Apple?

É o programa da Apple para desenvolvedores com até 1 milhão de dólares de receita no ano anterior, somadas as contas de desenvolvedor associadas. No Brasil, quem participa paga 10% de comissão no lugar de 21%.

Posso cobrar mais barato no site do que no app?

A página da Apple para o Brasil permite preços e benefícios diferentes na opção alternativa. A condição é que a Compra no App continue visível, com pelo menos o mesmo destaque, em toda tela que oferece o produto.

A plataforma de vídeo fica com parte da minha assinatura?

Depende do fornecedor: há quem cobre por assinante ou um percentual da receita. A JMV Stream cobra valor fixo, sem percentual.

A comissão da loja, quando a venda é feita dentro do app, é outra conta e não depende da plataforma de vídeo.

Em nome de quem o app deve ser publicado?

As duas formas existem: na conta de desenvolvedor do dono do conteúdo ou na conta do fornecedor do app. Isso muda quem recebe as vendas feitas dentro do app e de quem é o enquadramento nos programas de comissão reduzida.

É pergunta para fazer antes de contratar.

Isso vale para app de Smart TV?

Este artigo trata de iPhone e Android. As lojas de TV têm regras próprias de pagamento, que não foram apuradas aqui.

Assista ao episódio completo

O vídeo principal deste artigo é Monetize Conteúdos com um APP Pay-Per-View e Controle de Acesso Seguro, transmitido ao vivo em 26 de fevereiro de 2025 no canal da JMV Technology, com 56 minutos e 16 segundos.

Apresentam Mário Sérgio, consultor de soluções, e Josimar Machado, CEO. Os trechos usados aqui:

  • 06min10s: o que o aplicativo precisa ter.
  • 09min17s: como cobrar, na descrição de 2025.
  • 10min25s: a plataforma não cobra percentual da assinatura.
  • 11min08s: vender pelo site e integrar o acesso ao app.
  • 26min39s: a venda pelo checkout que você já tem.
  • 33min01s: as camadas de segurança.

Os outros dois episódios da temporada:

Trechos dos episódios usados neste artigo

Aviso de data: os episódios foram gravados em fevereiro e março de 2025. As regras de pagamento das lojas e as condições comerciais citadas neles mudaram desde então; valem as informações do artigo acima, conferidas em 10/10/2026.

Preços, prazos, telefones e horários ditos nos vídeos são daquela data.

A legenda automática do YouTube erra de forma sistemática os nomes próprios e os termos técnicos desses vídeos. Por isso publicamos aqui os trechos que sustentam o artigo, revisados contra a legenda original: o que está entre colchetes é reconstrução nossa de palavra registrada errado, e reticências entre colchetes marcam trecho suprimido.

Os trechos do vídeo principal também estão em formato WebVTT, sincronizados.

Abrir os trechos revisados (episódios de 19/02 e 26/02/2025)

Episódio de 26 de fevereiro de 2025 (vídeo principal)

[06:10] Terceiro, o aplicativo. O aplicativo tem que ser legal, bacana e no mínimo na plataforma iOS, né, na App Store e na Play Store, plataforma do Google.

[09:17] O próprio aplicativo hoje, [Josimar], ele tem a possibilidade de você integrar uma das principais carteiras de pagamento, que seria Apple Pay e Google Pay.

[10:25] Nós não somos seu sócio. Nós não vamos te cobrar percentual de cada pessoa que assina, percentual de cada venda, seja curso, seja conteúdo exclusivo que você tenha. Nosso negócio aqui é viabilizar a tecnologia [...].

[11:08] [...] vamos supor o seguinte, Mário, eu não quero trabalhar com Apple Pay e Google Pay. Eu já tenho um sistema aqui de marketing, já tenho um funil de vendas, já vendo pelo meu site o acesso, eu só quero a integração com o aplicativo.

A gente pode integrar via API também, né, [Josimar], para que essa integração dos usuários seja de forma dinâmica ali no próprio aplicativo.

[26:39] Hoje é possível integrar ali as carteiras no próprio [app, e] é possível você vender pelo carrinho que você já tem, o seu checkout, e integrar esse acesso no aplicativo através da dashboard ou através de API [...].

[33:01] [...] então são sete camadas de segurança que a gente oferece hoje pro cliente [...].

Episódio de 19 de fevereiro de 2025

[26:37] Integramos o nosso pay-per-view com Apple Pay e Google Pay. A pessoa vai poder pagar sem digitar nada. [...] Então você pode vender a assinatura direto dentro do aplicativo [...].

Fontes consultadas

As duas lojas mudaram a tabela em 2026 e o Google já tem data para mudar de novo. Este artigo será revisto quando isso acontecer; até lá, a data de cada número está ao lado dele.

Para desenhar o seu aplicativo já sabendo onde a venda vai acontecer, fale com o time de soluções da JMV Stream no WhatsApp (11) 4063-8923. A JMV atende mais de 10 mil clientes em 18 países, desde 2003.

Artigo baseado na temporada do Café & Tech Podcast sobre aplicativo pay-per-view (JMV Technology, fevereiro e março de 2025). O que os episódios dizem sobre produto e preço vale para aquela data; as regras das lojas foram conferidas nas páginas da Apple e do Google em 10 de outubro de 2026.

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