Taxa de Bits e Resolução no OBS Studio: Guia Completo

Resposta rápida: para gravar vídeo com qualidade profissional no OBS Studio, vá em Configurações → Saída e configure a taxa de bits de vídeo pela tabela oficial do YouTube: 10.000 kbps (10 Mbps) para 1080p a 30 fps e 12.000 kbps (12 Mbps) para 1080p a 60 fps — esses são os valores da coluna “recomendado” do codec H.264 usado pelo OBS. Use taxa de bits de áudio de 128 kbps (mínimo oficial do YouTube; a JMV costuma usar 160 kbps para dar folga), codificador H.264 (x264 pela CPU ou NVENC/AMD pela placa de vídeo), um preset de qualidade compatível com o seu hardware e formato MP4 híbrido. Mantenha a resolução de base e de saída iguais (1920×1080 para Full HD) e alinhadas ao FPS.
A qualidade de um vídeo gravado no OBS Studio quase nunca depende de um equipamento caro — depende de duas configurações que ficam a poucos cliques na aba de saída: a taxa de bits e a resolução. A maioria dos tutoriais (e, hoje, até as respostas de IA) joga faixas vagas de bitrate sem dizer de onde vêm. Neste guia, baseado no tutorial do Guilherme, da JMV Technology, você vai usar os números que o próprio YouTube documenta como referência oficial e entender cada opção da aba Saída — para transformar uma configuração que parece arbitrária numa decisão justificada. Se o seu objetivo é hospedar e entregar esses vídeos com estabilidade, vale conhecer também a plataforma da JMV Stream.
Onde configurar: a aba Saída (Output) do OBS
Abra o OBS e vá em Configurações → Saída. É nessa aba que se concentra praticamente toda a configuração de qualidade da gravação: taxa de bits de vídeo e de áudio, codificador, preset, caminho e formato do arquivo. Um detalhe que economiza trabalho: o OBS permite que a gravação reaproveite a mesma configuração da transmissão ao vivo — então, se você já transmite, boa parte do caminho já está pronta. Ao lado da taxa de bits, a outra metade da equação é a resolução de saída, que fica na aba Vídeo (veremos mais adiante). Juntas, essas duas configurações são o que mais determina a imagem que chega a quem assiste.
Taxa de bits de vídeo: o fator que mais define a qualidade
A taxa de bits de vídeo (video bitrate) é, junto com a resolução, o fator mais determinante da qualidade final entregue a quem assiste. Ela mede quantos dados por segundo o OBS usa para descrever a imagem: quanto maior, mais detalhe e menos compressão — até o ponto em que o ganho deixa de ser perceptível e só engorda o arquivo. A pergunta prática é: qual valor usar? Em vez de chutar, dá para usar a tabela de referência do próprio YouTube, citada no tutorial e verificada na fonte oficial (Configurações de codificador do YouTube):
| Resolução / fps | Mínimo (AV1/H.265) | Máximo (AV1/H.265) | Recomendado (H.264) |
|---|---|---|---|
| 1080p a 30 fps | 3 Mbps | 8 Mbps | 10 Mbps |
| 1080p a 60 fps | 4 Mbps | 10 Mbps | 12 Mbps |
Atenção a uma nuance importante da tabela para não se confundir: a página oficial organiza os valores por codec, não como um único “mínimo aceitável” e “máximo aceitável”. As colunas de 3–8 Mbps (1080p30) e 4–10 Mbps (1080p60) referem-se à faixa mín./máx. dos codecs AV1/H.265. Como o OBS usa H.264 no tutorial, o valor prático a digitar é o da coluna “recomendado” do H.264: 10.000 kbps para 1080p a 30 fps e 12.000 kbps para 1080p a 60 fps. Ou seja, os 3–8 Mbps não são o piso e o teto do H.264 — são de outros codecs. Digite o valor em kbps no campo Taxa de bits do vídeo da aba Saída.
Você vai encontrar por aí (inclusive em respostas de IA como o Google AI Overview e o Perplexity) faixas bem mais largas — algo como 15.000 a 30.000 kbps. Elas não estão “erradas”: servem a cenários de arquivo/qualidade máxima local, muitas vezes usando controle por qualidade (CRF/CQP) em vez de bitrate fixo. Mas, para gravar um vídeo que vai ser publicado (o caso deste tutorial), os 10/12 Mbps oficiais do YouTube são a referência mais segura e justificada. Se o seu objetivo for guardar um arquivo-mestre de altíssima qualidade para editar depois, aí sim faixas maiores fazem sentido — como contexto opcional, não como regra.
Taxa de bits de áudio: 128 kbps (oficial) ou 160 kbps (folga)
Logo abaixo fica a taxa de bits de áudio. A recomendação oficial do YouTube para áudio estéreo é de 128 kbps — esse é o número que a documentação da plataforma indica. Na prática, a JMV costuma usar 160 kbps para dar uma folga de qualidade no som: não é uma exigência do YouTube, e sim uma prática adicional que raramente causa problema de compatibilidade. Ou seja: 128 kbps é o mínimo oficial e resolve; 160 kbps é a prática da JMV, um degrau acima. Escolha qualquer um dos dois com tranquilidade — para conteúdo com música ou trilha, os 160 kbps compensam.
Codificador de vídeo: x264 (CPU) x NVENC/AMD (placa de vídeo)
No campo Codificador de vídeo você escolhe quem faz o trabalho pesado de comprimir a imagem. A opção de software x264 sempre aparece: ela usa o processador (CPU) da máquina. Se o computador tiver uma placa de vídeo compatível, aparecem também os codificadores de hardware — NVENC (placas NVIDIA) ou o equivalente da AMD — que tiram essa carga da CPU e a colocam na GPU. Para a maioria dos casos, o H.264 é o mais indicado por ser o mais compatível com plataformas e editores. A escolha entre software e hardware depende do seu equipamento: se a CPU é forte e você não está transmitindo jogos pesados ao mesmo tempo, o x264 entrega ótima qualidade; se a CPU é o gargalo, o NVENC/AMD alivia a máquina.
Padrão de codificação (preset): qualidade x desempenho
O padrão de codificação (preset) é o botão que troca qualidade por esforço da máquina. Presets mais lentos (“qualidade”, “mais lento”, “super lento”) produzem uma imagem melhor no mesmo bitrate, porque o codificador tem mais tempo para analisar cada quadro — mas exigem mais desempenho do hardware. Presets mais rápidos poupam a máquina e são mais seguros em computadores modestos. A regra prática: escolha o preset mais lento que a sua máquina aguentar sem travar a gravação. No tutorial, o Guilherme seleciona uma opção de qualidade alta (“mais lento”) justamente porque o hardware dá conta — teste com uma gravação curta antes de valer.
Caminho e formato do arquivo: pasta dedicada e MP4 híbrido
Na seção de gravação da aba Saída você define para onde o vídeo vai e em qual formato. Duas recomendações do tutorial:
- Crie uma pasta dedicada para as gravações (em Caminho da gravação → Explorar). Assim você mantém controle sobre os arquivos, que costumam ser grandes, sem espalhá-los pelo computador.
- Escolha o formato MP4 híbrido (hybrid MP4 / remuxed). Ele tem ampla compatibilidade com editores de vídeo e reduz o risco de perder a gravação caso o OBS feche inesperadamente — um problema clássico do MP4 puro. Para a qualidade da gravação, a opção mais prática é reaproveitar a mesma configuração da transmissão, onde você já ajustou a taxa de bits.
Resolução de base e de saída (e o FPS)
Agora vá na aba Vídeo. Aqui ficam a resolução de base (o “canvas” da sua cena) e a resolução de saída (a que será gravada/transmitida). A recomendação é mantê-las iguais — por exemplo, 1920×1080 para Full HD — para evitar redimensionamentos que borram a imagem. O FPS deve acompanhar o que você escolheu na tabela de bitrate: 30 fps atende à maioria das gravações (aulas, tutoriais, entrevistas); suba para 60 fps apenas em conteúdo com muito movimento (games, esportes) — e lembre de subir o bitrate para 12 Mbps junto, como manda a tabela. Antes de configurar tudo isso, vale checar se a sua máquina dá conta: veja como verificar se o seu computador aguenta o OBS Studio.
Áudio: origem, dispositivo padrão e microfone
Na aba Áudio você define o que entra na gravação: o áudio do desktop (tudo o que sai do computador — um vídeo, uma música), o dispositivo de saída padrão (deixando em “padrão”, o Windows seleciona automaticamente o dispositivo principal, mesmo se você trocar de fone/caixa) e o(s) microfone(s). Um ponto importante: essa configuração de áudio é global — ela aparece no mixer de todas as cenas que você criar. Isso é diferente de adicionar uma captura de entrada de áudio como fonte dentro de uma cena específica, que fica restrita àquela cena. Para o áudio principal da sua voz e do sistema, use a configuração global; para um áudio que só deve tocar em uma cena, use a fonte por cena.
Assista ao tutorial completo (vídeo)
Este passo a passo é baseado no vídeo “Como Gravar Vídeos no OBS Studio com Qualidade Profissional (Tutorial Completo 2026)”, apresentado pelo Guilherme, da JMV Technology. Abaixo está a transcrição integral para consulta e acessibilidade. Para se aprofundar, vale também a documentação oficial no site do OBS Project e o tutorial complementar de como realizar uma transmissão gravada no OBS Studio, que mostra o fluxo geral em que estas configurações se encaixam.
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Transcrição completa do tutorial
Você deseja gravar seus vídeos e está tendo dificuldade para realizar esse procedimento? Eu sou o Guilherme, da JMV Technology, e hoje temos um tutorial falando exclusivamente sobre gravação no OBS Studio. Vamos passar por algumas configurações, verificar como essa gravação pode ser melhorada, como gerar o arquivo de gravação e para onde enviá-lo. Esse procedimento é muito importante para quem cria vídeos: é onde você garante a qualidade e gera uma boa experiência para quem está assistindo do outro lado.
Para realizar esse procedimento, você vai precisar do OBS Studio — faça o download e a instalação, que é bem rápida. E, por falar em OBS, fique até o final do vídeo, que temos uma surpresa que pode melhorar ainda mais a sua live, gravação e transmissão. Não se esqueça de dar um like e de nos seguir nas redes sociais.
Vamos abrir o OBS. À esquerda ele mostra a pré-visualização e, à direita, o que vai ao ar/está sendo gravado — você faz os cortes na opção do meio e manda a pré-visualização para a cena real. Agora vamos em Configurações. A primeira opção é a aba Saída, porque aqui se concentra basicamente toda a configuração que envolve a gravação. Vamos passar também por configurações da transmissão, já que uma das opções é usar a mesma configuração da sua live para a sua gravação.
A primeira opção, e uma das mais importantes, é a taxa de bits do vídeo. É ela que está atrelada à qualidade da imagem que chega para quem acompanha, junto com a resolução de base e de saída (HD, Full HD). Se você deseja enviar para o YouTube, o próprio Google disponibiliza uma tabela relacionando taxa de bits e qualidade. Não precisa ser exatamente essa quando for para outra rede social — nesse caso, consulte as indicações da própria plataforma —, mas as recomendações do YouTube são muito boas. Uma excelente configuração, muito utilizada, é 1080p a 30 fps. A configuração mínima que ele pede é 3 Mbps (3.000 kbps), a máxima é 8 Mbps e a recomendada é 10. Então vamos aplicar os 10.000 no OBS.
A taxa de bits de áudio é importante que fique entre 128 e 160. Essas taxas geralmente não dão problema com o YouTube. A de 160 se adequa bem, então vamos deixar o áudio em 160. No codificador de vídeo, temos algumas opções, e isso depende do seu computador. A opção de software x264 sempre aparece, porque usa o processador. Se o computador tiver placa de vídeo, ela aparece aqui — neste caso temos uma da NVIDIA; se fosse AMD, apareceria a descrição dela. Vou selecionar o H.264, que é o mais indicado.
No padrão de codificação temos algumas opções que definem a qualidade que vai chegar para o espectador. Lembrando: se você seleciona uma opção mais lenta (super lento, por exemplo), a qualidade é melhor, mas exige mais desempenho da máquina. Você pode escolher uma qualidade média ou uma opção mais lenta, conforme o desempenho. Vou selecionar qualidade ótima, mais lento.
Na opção das gravações é onde fazemos a configuração do tutorial em si. Se você buscar a mesma configuração da transmissão, ela já vem pronta. No caminho da gravação, clique em explorar e selecione a pasta do seu dispositivo — importante criar uma pasta dedicada para isso, para ter um controle melhor. Na qualidade da gravação, temos as opções: qualidade alta (arquivo normal), indistinguível (arquivo pesado) e sem perda (arquivo muito pesado) — isso depende da sua máquina. Geralmente indicamos a mesma da transmissão, onde você tem o controle das taxas. No formato da gravação, a opção MP4 híbrido é boa e costuma ter compatibilidade com vários softwares de edição.
Vamos ao áudio. Aqui configuramos o áudio que vai sair na gravação: o áudio do desktop capta tudo o que estiver saindo do computador; a opção padrão pega o dispositivo principal de saída (se você trocar de dispositivo, o próprio Windows identifica e seleciona como padrão); e há a opção de microfone, com a possibilidade de adicionar outros. Lembrando que essa configuração de áudio é geral: ela aparece no mixer de todas as cenas que você criar.
Na aba de vídeo temos a configuração complementar que casa com a taxa de bits: a resolução de base e de saída — importante deixar as duas iguais. Vamos colocar 1920 por 1080, que é a Full HD, e o FPS em 30, conforme a configuração indicada para o YouTube. O 30 atende à maioria das transmissões; se for algo com muito movimento, o indicado é 60 — e aí a configuração já muda para 12 Mbps. Depois é só aplicar.
Se em alguma cena você precisar de uma faixa de áudio adicional que não seja a global, dá para adicionar uma captura de entrada de áudio dentro da cena, selecionando o microfone — e ele fica somente naquela cena. Nas cenas você também pode inserir a captura do seu monitor e um dispositivo de captura de vídeo (uma câmera), redimensionando a imagem conforme o projeto. Depois disso, é só clicar em iniciar gravação; ao interromper, o arquivo aparece na pasta configurada.
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Perguntas frequentes
Qual a melhor taxa de bits para gravar em 1080p no OBS Studio?
Pela tabela oficial do YouTube, a taxa de bits de vídeo recomendada (codec H.264, que o OBS usa) é de 10.000 kbps (10 Mbps) para 1080p a 30 fps e 12.000 kbps (12 Mbps) para 1080p a 60 fps. Esses são os valores da coluna “recomendado” da tabela; as faixas de 3–8 Mbps que aparecem na mesma página são de outros codecs (AV1/H.265), não do H.264.
Qual resolução usar para gravar vídeo com qualidade no OBS?
Para Full HD, use 1920×1080 tanto na resolução de base quanto na de saída — mantê-las iguais evita redimensionamentos que borram a imagem. O FPS deve acompanhar: 30 fps para a maioria dos casos e 60 fps só para conteúdo com muito movimento, ajustando o bitrate para 12 Mbps.
Qual taxa de bits de áudio configurar no OBS?
A recomendação oficial do YouTube para áudio estéreo é de 128 kbps. A JMV costuma usar 160 kbps como prática para dar folga de qualidade — não é exigência do YouTube, mas raramente causa problema. Ambos funcionam bem; para conteúdo com música, os 160 kbps compensam.
Qual codificador escolher no OBS: x264 ou NVENC?
O x264 é o codificador de software e usa o processador (CPU) — entrega ótima qualidade se a CPU for forte. O NVENC (placas NVIDIA) e o equivalente da AMD são codificadores de hardware, que usam a placa de vídeo e aliviam a CPU. Para a maioria dos casos, o padrão H.264 é o mais compatível; escolha software ou hardware conforme onde está o gargalo da sua máquina.
Por que gravar em MP4 híbrido no OBS?
O formato MP4 híbrido (remuxed) tem ampla compatibilidade com editores de vídeo e é mais seguro que o MP4 comum: se o OBS fechar inesperadamente durante a gravação, o risco de perder o arquivo é menor. É a escolha recomendada no tutorial para quem vai editar o vídeo depois.
Dá para usar a mesma configuração da transmissão na gravação?
Sim. Na aba Saída, a gravação pode reaproveitar a mesma configuração da transmissão ao vivo — taxa de bits, codificador e preset. É a opção mais prática: você ajusta os valores uma vez e a gravação herda tudo, sem reconfigurar.
O que é preset (padrão de codificação) e qual escolher?
O preset troca qualidade por desempenho: opções mais lentas geram melhor imagem no mesmo bitrate, mas exigem mais da máquina; opções mais rápidas poupam o hardware. Escolha o preset mais lento que o seu computador aguentar sem travar a gravação — teste com um clipe curto antes de gravar de verdade.
A taxa de bits mais alta sempre melhora a qualidade?
Não indefinidamente. A partir de certo ponto, aumentar o bitrate só engorda o arquivo sem ganho visível de qualidade para a resolução escolhida. Por isso a referência oficial do YouTube (10/12 Mbps em 1080p) é um bom equilíbrio para vídeo que será publicado; faixas muito maiores fazem sentido apenas para arquivos-mestre de edição.
Veja também
- Como realizar uma transmissão gravada no OBS Studio — o fluxo geral de gravação em que estas configurações de bitrate e resolução se encaixam.
- Como verificar se o seu computador aguenta o OBS Studio — requisitos de hardware que ajudam a decidir entre codificador por CPU (x264) ou por GPU (NVENC/AMD) e o preset.
- Hospedagem de vídeos JMV Stream — onde publicar e entregar suas gravações com player próprio e estabilidade.


